A EVOLUÇÃO DA ALMA - 4
Uma Palestra com Elizabeth Clare Prophet

Pérola de Sabedoria V. 38 N. 29 da The Summit Lighthouse
Tradução e dados entre parênteses de Paulo R Simões


 

A Alma de Davi

Através dos Salmos, identificamo-nos com a alma de Davi, que habilmente livrou a si mesma e a toda Israel, da raiva de Golias - o gigante que era a encarnação dos quatro tipos de magnetismo animal e de todos os A’s Marcianos.

 

Nos Salmos, Davi fala do trabalho de sua alma. No Salmo 6, ele diz: "Retorne, Senhor, livra a minha alma. Oh, Volta-te, SENHOR, e liberta minha alma; salva-me pelo teu amor misericordioso!”

 

A mensagem de Davi para nós, que ele articula contínuas vezes, é de que devemos invocar a Deus para proteger e livrar nossas almas do mal - e do mal do magnetismo animal dos A’s Marcianos - dia após dia.

 

No Vigésimo-terceiro Salmo, não só David busca refúgio no Senhor, como também profetiza a imortalidade de sua alma.

 

Considerem quem está falando neste salmo. Considerem que é a alma de Davi, que tendo matado o morador do umbral, está se tornando “UM” com seu Eu Superior, seu Santo Cristo Pessoal, cuja plenitude de glória devia brilhar em sua encarnação final como Jesus Cristo. (Davi foi uma das encarnações de Jesus).

Ele diz:
“O Senhor -A Poderosa Presença EU SOU- é o meu pastor, e nada me faltará!

 

Observe a simples aceitação: "Ele é meu pastor, Ele cuidará de mim!”

 

Por meio de milhares de anos de viagem da sua alma na Terra, a alma de Davi aprendeu que só há um que pode pastorear a sua alma, e que esse, é o Senhor, a Poderosa Presença EU SOU.

 

Ele aprendeu que não pode entregar a sua alma à guarda de outro. “Ele me faz deitar em verdes pastagens; ele me conduz para águas tranquilas. Ele restaura minha alma.”

 

Dia após dia, o SENHOR restabeleceu a alma de Davi, e por quê? Porque a alma na Terra requer restauração diária através do Santo Cristo e da Presença EU SOU. Diariamente a alma deve lidar com o peso do mundo, bem como, com o peso do seu karma. (Karma pessoal e planetário.)

 

Antes que a alma de Davi pudesse assumir o dia seguinte, o seguinte e o seguinte, Davi buscaria consolo em seu Deus, e sua alma seria restaurada. Ele sabia que devia cuidar de sua alma todos os dias de sua vida.

 

“Ele me guia pelas veredas da justiça por amor do Seu nome. Ele me ensina o uso correto das leis de Deus, ele me guia a cada passo do caminho.”

 

“Sim, embora eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum; porque tu estás comigo; A tua vara e o teu cajado me consolam.”

 

O vale da sombra da morte consiste nos restos do eu inferior de Davi, que precisa ser passado através do Fogo Sagrado para ser consumido.

 

Representa o subconsciente ou o mundo inconsciente de Davi - os inimigos de dentro, bem como os inimigos de fora, incluindo a Morte e o Inferno, que ele deve matar antes de receber o manto de sua Cristandade em sua encarnação final.

 

"Tu prepararás um banquete para mim, e na presença dos meus inimigos, me honrarás: Unges a minha cabeça com óleo; o meu cálice transborda. Certamente o bem e a misericórdia me acompanharão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor, para sempre.“

 

Recite este salmo à sua alma. Não negligencie em fazê-lo. Sua alma precisa ouvir você ler este salmo. Ela precisa sentir sua chama reconfortante e ter sua garantia de que quando ela se entregar a Deus, ela também será capaz de matar o seu Golias.

 

E além disso, você deve ensiná-la a acreditar em si mesma e em seu Deus. Diga-lhe que ela pode subir para níveis de liderança e ser um exemplo da vitória que é possível para os santos.

Salmos - 23 – Um salmo de Davi

Bíblia King James Atualizada

 

1 O Senhor é o meu pastor; nada me falta.

 

2 Em verdes prados me faz descansar, e para águas tranquilas me guia em paz.

 

3 Restaura-me o vigor e conduz-me nos caminhos da justiça por amor do seu Nome.

 

4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem.

 

5 Tu prepararás um banquete para mim na presença dos meus inimigos; me honrarás.

 

6 A felicidade e a misericórdia certamente me acompanharão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor por dias sem fim.

O Corpo Solar Imortal e a Parábola
da Festa de Casamento e da Veste Nupcial


O Vestido de Casamento da Alma Com o Santo Cristo

Nós sabemos que o objetivo da alma é atingir a união com Deus, e que para alcançar isso, ela deve subir para o chakra do coração e estar ligada ao seu Santo Cristo Pessoal através do Sagrado Coração de Jesus. Mas antes que essa união possa ocorrer, a alma deve realizar muitas tarefas, uma das quais é tecer diariamente a sua roupa de casamento.

 

Vamos voltar ao Éden por um momento. Como mencionei anteriormente, uma vez que permitimos que nossas almas fossem comprometidas pela ordem dos anjos caídos, chamada Serpente, nossas almas se tornaram mortais, isto é, nuas.

 

Antes de comermos o fruto proibido, éramos imortais. Assim, o antes, representa a imortalidade da alma no Éden e sua lealdade ao Senhor Maitreya. O depois, representa a perda daquela imortalidade, quando a alma transferiu sua fidelidade à Serpente.

 

Dar a atenção à Serpente não era apenas uma questão de desobediência; era uma violação de confiança. Uma confiança sagrada. A confiança é a base de cada relacionamento e mais especialmente na relação Guru-chela. Em suma, desobedecemos o nosso Guru, Maitreya. Perdemos nossa imortalidade. Nós nos tornamos mortais e tivemos que enfrentar as consequências desde então.

 

O Senhor Deus disse a Ezequiel: "A alma que pecar, morrerá." Ezequiel 18:4 - No contexto da dispensação edênica, isto significava: "A alma que pecar, tornar-se-á mortal". Isso significava que a alma que pecou contra o Manu e o Guru daquele período de 2.150 anos, não teria a oportunidade, nessa rodada, de recuperar sua imortalidade. (Um ciclo completo de 12 eras dura 25.800 anos. São 12 eras astrológicas de 2.150 anos, cada.)

 

Ela teria que reencarnar na Terra pelos próximos 2,150 anos de dispensação e seguir as pegadas de seu Manu e seu Guru até que ela as encontrasse. Ela teria que se inscrever para entrar na Escola de Mistérios do Guru e submeter-se aos rigores da iniciação que ele exigiria antes de retornar ao paraíso de uma época de ouro.

 

Como já falamos antes, o Jardim do Éden era a Escola de Mistérios original de Maitreya (o Cristo Cósmico). Se não tivéssemos comprometido nossas almas - se tivéssemos permanecido na Escola de Mistérios e nos submetido às iniciações na Ordem Divina, passando nossos testes diários - teríamos nos graduado da Escola de Mistérios e saído para trazer os ensinamentos de Maitreya ao mundo (dos mortais).

 

Além disso, nós teríamos andado sobre a Terra com a chama de nossa imortalidade e vestidos com o nosso Corpo Solar Imortal. Hoje, como mortais, nós devemos tecer o nosso Corpo Solar Imortal pela espiritualização da consciência, pelo sacrifício, pela renúncia, pelo altruísmo e pelo serviço à vida. Nós precisamos da assistência do nosso Santo Cristo Pessoal nesta tarefa monumental.

 

(Vamos repetir isso: “devemos tecer o nosso Corpo Solar Imortal pela espiritualização da consciência (pensar e falar com Deus e a Hierarquia, constantemente. Orar sem cessar), pelo sacrifício (dedicando horas a fio de decretos dinâmicos invocando o fogo sagrado para a libertação do planeta e dos filhos da luz), pela renúncia (dos prazeres da carne e dos cinco sentidos), pelo altruísmo e pelo serviço à vida (servindo sempre a necessidade dos menos favorecidos.”)

 

Nós precisamos corresponder à luz que Deus nos dá diariamente pelo cordão de cristal, com nossas próprias costuras de luz, para assim podermos dizer: "Meu Santo Cristo Pessoal trabalhou até aqui, e eu trabalho". Nós podemos multiplicar essa luz pela meditação, mantras e pela Ciência da Palavra Falada.

 

Dia após dia, tecemos a nossa roupa de casamento, o Corpo Solar Imortal. Quando tivermos aperfeiçoado aquela vestimenta, nossas almas estarão prontas para retornar ao mundo celestial como Noivas do Cristo, para nunca mais sair do Éden.

 

Infelizmente, até este momento nossa roupa de casamento não está aperfeiçoada. Nossas almas não estão prontas para se elevarem na espiral da chama da ascensão, para serem recebidas nos braços de nossa Poderosa Presença EU SOU, aquele que pode nos conceder a vida imortal. Não, nossas almas ainda estão no vale da decisão. Nós temos muitas escolhas a fazer, pois somos confrontados diariamente com as iniciações que o Senhor Maitreya nos dá.

 

Sim, ele, o SENHOR Deus, que uma vez andou e falou conosco no Éden, cuja sagrada confiança nós quebramos, nos perdoou setenta vezes sete - e talvez setecentos mil vezes setecentos - durante os sucessivos séculos do banimento de nossas almas do Paraíso.

 

(Os quatro Deuses, Senhores da Terra, são: Sanat Kumara, Gautama Buda, Senhor Maitreya e Jesus Cristo. Cada um deles detém uma das quatro chaves para o Paraíso, a cidade celestial. Eles representam Alfa e Ômega para as evoluções da Terra. Alfa e Ômega são nossos Deus Pai-Mãe no centro do universo e em sua totalidade. Estes quatro são os nossos Senhores, detentores das chaves para a evolução das nossas almas, deste planeta para o cosmos eterno. Eles são para nós, assim como nós somos para nossos filhos enquanto crianças e até para nossos animais de estimação. Nós representamos Deus Pai-Mãe para eles. Isto se chama Hierarquia. Quando Deus Pai delega poder para aqueles mais evoluídos cuidarem dos menos evoluídos.)

 

Mais uma vez, o Senhor Maitreya caminha e conversa conosco e pacientemente nos entrega as iniciações que tanto desejamos ser dignos de receber. Na verdade, quão profundamente somos gratos, não apenas pelo seu perdão, mas também pela sua compaixão e bondade. Em um ditado dado em 31 de maio de 1984, no Coração do Retiro Interior, Jesus Cristo anunciou que o Senhor Maitreya estava dedicando o Rancho do Royal Teton como o lugar preparado para o restabelecimento de sua Escola de Mistérios, neste século.

 

E assim, já que não podemos sair deste mundo (material de reencarnações constantes) até que tenhamos tecido a nossa veste de casamento, o Senhor Maitreya nos encontra em nosso nível - na humilde propriedade da carne.

 

Ele veio para nos salvar de nossos “seres egoístas” (o morador do umbral de cada um de nós). Ele veio para nos testar uma e outra vez e outra vez, até que ele possa finalmente nos receber em nossa roupa de casamento e conceder-nos a viva e pulsante chama da vida eterna, que nunca mais será extinta pelo homem ou por Deus.

 


A cena da festa de casamento da Alma com o Cristo
A Ascensão - Ocorre no 3º nível da oitava etérea

 

A parábola de Jesus da Festa e do Vestido de Casamento

2 O Reino dos céus é semelhante a um rei que mandou realizar um banquete nupcial para seu filho. 3 E, por isso, enviou seus servos a conclamar os convidados para as bodas do filho; mas estes rejeitaram o chamamento. 4 Uma vez mais, mandou outros servos, com esta ordem: “Dizei aos que foram convidados que lhes preparei meu banquete; os meus bois e meus novilhos gordos foram abatidos, e tudo está preparado. Vinde todos os convidados para as bodas do meu filho!”

 

5 Mas os convidados nem deram atenção ao chamado dos servos e se afastaram: um para o seu campo, outro para os seus negócios. 6 E outros ainda, atacando os servos, maltrataram-nos e os assassinaram. 7 O rei indignou-se sobremaneira e, enviando seu exército, aniquilou aqueles criminosos e incendiou-lhes a cidade.

 

8 Então, disse o rei a seus servos: “O banquete de casamento está posto, contudo os meus convidados não eram dignos. 9 Ide, pois, às esquinas das ruas e convidai para as bodas todas as pessoas que encontrardes”. 10 E, assim, os servos saíram pelas estradas e reuniram todos quantos puderam encontrar, gente boa e pessoas más, e a sala do banquete das bodas ficou repleta de convidados.

 

11 Entretanto, quando o rei entrou para saudar os convidados que estavam à mesa, percebeu que um homem não trajava as vestes nupciais. 12 E indagou-lhe: “Amigo, como adentraste este recinto sem as suas vestes próprias para as bodas?” Mas o homem não teve resposta. 13 Então, ordenou o rei aos seus servos: “Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o para fora, às trevas; ali haverá grande lamento e ranger de dentes”.

 

14 Portanto, muitos são chamados, mas poucos, escolhidos!”

 

Este “amigo” não tinha tecido sua roupa de casamento; portanto, não lhe era lícito entrar na oitava etérea. O rei mandou seus servos prendê-lo pelas mãos e pés, levá-lo e lançá-lo na escuridão exterior - a oitava física, onde haveria choro e ranger de dentes.

 

A questão que vem à mente é: como poderia aquele a quem o rei chamou de "amigo" ter passado por Ele e seus servos? É claro que os anjos caídos têm roubado seu caminho para os retiros da oitava etérea, disfarçados de anjos de luz. E nosso Senhor não disse: "O reino dos céus sofre violência, e os violentos o tomam pela força?” Mateus 11:12

 

A parábola da festa de casamento e do vestido de casamento é a história de nós mesmos. Devemos nos preparar para esta festa de casamento, pois um dia o rei enviará seus servos para nos convidar a participar das festividades e devemos estar prontos.

 

Nossas almas se preparam para a festa de casamento durante muitas vidas de serviço, olhando e se unindo à Presença EU SOU, eventualmente ligando-se ao Santo Cristo Pessoal e ao Sagrado Coração de Jesus.

Elizabeth Clare Prophet


- Ao copiar nossas páginas, indique sempre o web site - www.eusouluz.com.br -


- Colabore para a Expansão da Luz! -


Voltar para a Página Anterior

 Conhecer Outras páginas