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– Quem é Serapis Bey? –

Serapis Bey é o chohan (diretor) do quarto raio para o planeta Terra, hierarca do Templo da Ascensão em Luxor e o décimo terceiro membro do Conselho de Adeptos do Templo da Ascensão. Ele também é conhecido como Serapis Soleil, “Serapis do Sol” – aquele que se regenera e ascende; o iluminado vitorioso.

Serapis Bey recebe o sufixo “Bey”, não em razão de seu período de vida na Terra, mas da forma e do momento em que sua identidade foi apresentada ao mundo moderno. A explicação envolve tanto a história antiga quanto o esoterismo do século XIX.

O nome histórico original não continha “Bey”; trata-se de um título. O termo “Bey” foi introduzido pela Teosofia no século XIX e acrescentado ao nome de Serapis a partir de 1875, com a fundação da Sociedade Teosófica por Helena Blavatsky e Henry Olcott.

Naquela época, o Egito estava sob o domínio do Império Otomano. Os fundadores da Teosofia adotaram o título honorífico utilizado naquele período – “Bey” é uma palavra turca cujo sentido fundamental é “Senhor”, “Chefe” ou “Governante” – para se referirem formalmente a Serapis em suas cartas e comunicações ocultistas.

O quarto raio é a chama da Ascensão, a Luz branca da Mãe no chakra da base da coluna. Dessa Luz branca provêm a arquitetura, os princípios da matemática, os fundamentos da construção do templo da Matéria e da pirâmide do Ser.

Na presença de Serapis, nós passamos a conhecer uma concepção muito mais abrangente daquilo que chamamos de Cristo, a verdadeira pessoa que existe em todos nós.

Encarnações de Serapis Bey - Conhecido como o Grande Disciplinador, Serapis veio de Vênus com o Ancião de Dias para reacender o fogo sagrado no coração de uma humanidade rebelde. Seu grande entusiasmo em resgatar os filhos do homem como reis e sacerdotes de Deus cresceu e se intensificou, transformando-se em uma chama de vontade férrea, determinação e disciplina.

Sumo Sacerdote no Templo da Ascensão - Ele foi sacerdote no Templo da Ascensão, na Atlântida. Como guardião da chama da Ascensão, ele transportou a chama em segurança pelo rio Nilo até Luxor, pouco antes de a Atlântida submergir. Serapis nos oferece um vislumbre dessa experiência em suas próprias palavras:

“Eu me lembro muito bem de quando surgiram os primeiros sinais do afundamento da Atlântida. Pois, como vocês sabem, o afundamento daquele continente ocorreu em etapas. Pela graça de Deus, o aviso que nos foi dado permitiu que muitos escapassem. E nós seguimos nosso caminho até Luxor.

“Vocês talvez se perguntem por que uma chama espiritual precisa ser transportada por simples mortais. Acontece sempre de os filhos da Luz tenderem a pensar que essas coisas deveriam acontecer de maneira mágica e milagrosa. Talvez um pouco dos contos de fadas tenha se infiltrado na religião, e as pessoas tenham se esquecido de que tudo o que foi realizado por Deus e pelo homem resultou do trabalho e do esforço conjuntos, tanto no alto como embaixo.

“Eu lhes direi, então, por que é assim – porque o único lugar onde a chama pode verdadeiramente habitar, além do altar que lhe foi consagrado, é o coração vivo do adepto encarnado” – Serapis Bey.

Ali no Egito, Serapis e os irmãos na Luz que o acompanharam, construíram o Templo da Ascensão e, desde então, têm guardado a chama naquele local, revezando-se em suas funções enquanto continuavam a reencarnar especificamente para esse propósito.

Serapis Bey continuou a reencarnar na terra do Nilo, adiando a própria Ascensão até aproximadamente o ano 400 a.C. Nessas encarnações, ele se tornou o patrocinador de algumas das maiores realizações arquitetônicas já manifestadas sobre a Terra.


Arquiteto da Grande Pirâmide
Serapis foi o arquiteto da Grande Pirâmide de Gizé, e El Morya foi o mestre de obras.

A Grande Pirâmide é o registro, esculpido em pedra, do caminho da iniciação, por meio do qual a alma, partindo da Matéria, representada pela base da pirâmide e por seus quatro lados, eleva-se do centro da pirâmide até o ápice.

A elevação dessa chama é a meditação sobre a Luz branca que percorre o corpo físico, desde a base da coluna, no chakra da base, até o chakra da coroa. A chama da ressurreição está ancorada a dois terços da altura da pirâmide.

Jesus e El Morya explicam que “a construção da pirâmide do Ser é uma construção interior, mas a expressão exterior deve estar em conformidade, deve produzir frutos e deve dar o exemplo para que outros possam seguir vocês por todo o caminho até o coração da Esfinge – até o próprio coração do Guru vivo que a Esfinge representa, até o coração da chama no interior da Grande Pirâmide, que se encontra na oitava etérea.”


Amenhotep III -

Esta é a imagem da Cabeça de Amenófis III, que ser encontra em um museu britânico. Amenófis é a forma grega do nome, mais utilizada em português e, Amenhotep, a forma egípcia. Serapis encarnou como o faraó egípcio Amenófis III, (reinou aproximadamente de 1417 a 1379 a.C.), filho de Tutmés IV e bisneto de Tutmés III, uma encarnação de Kuthumi. Seu filho e sucessor ao trono foi Amenófis IV, mais tarde conhecido como Ikhnaton, uma das encarnações do Mestre Ascenso Lanello.

Durante o reinado de Serapis, o Egito atingiu o auge da prosperidade, da paz e do esplendor, que eram a manifestação direta de sua comunhão com a chama do próprio coração e com os Mestres Ascensos, remontando até o Ancião de Dias.

Amenófis III era considerado o maior governante da Terra. Durante a maior parte de seu reinado, manteve relações diplomáticas pacíficas de alto nível com todas as nações. Parte da imensa riqueza de seu tesouro foi empregada na construção de magníficos templos e palácios.

Ele ampliou o Templo de Karnak, às margens do Nilo, e construiu um enorme templo funerário, cujos remanescentes são conhecidos hoje como os Colossos, as estátuas monolíticas de figuras sentadas descobertas às margens do rio Nilo.

Ele procurou representar em pedra sua compreensão da ordem hierárquica dos iniciados, dos Mestres Ascensos e dos reis-filósofos que haviam caminhado sobre a Terra nas eras de ouro anteriores.

Sua maior obra foi a construção do Templo de Luxor, que permanece parcialmente intacto até hoje.

Em sua geometria e em seu projeto, esse templo incorporava a representação física da Lei esotérica transmitida pelo sacerdócio ao longo de gerações.

Ele permanece como um verdadeiro compêndio de ciência, arte e filosofia avançadas. Atualmente, o Templo de Luxor é a contraparte física do retiro etéreo conhecido como Templo da Ascensão.


Rei Espartano Leônidas -

Serapis também encarnou como o rei espartano Leônidas (morto por volta de 480 a.C.), ele comandou os gregos em sua heróica resistência contra a gigantesca invasão persa no desfiladeiro das Termópilas, porta de entrada para a região central da Grécia.

Embora os persas fossem numericamente muito superiores aos gregos, Leônidas conteve durante dois dias o avanço do exército persa sob o comando do rei Xerxes. No terceiro dia, quando os persas se aproximaram pela retaguarda e não havia reforços à vista, Leônidas dispensou a maior parte de suas tropas.

Com o auxílio dos aliados gregos que permaneceram, Leônidas e sua guarda real espartana, composta por trezentos homens, lutaram até o último homem. Sua heroica resistência permitiu que a frota grega recuasse e, mais tarde, derrotasse os persas. O exemplo de Leônidas contribuiu para manter viva a chama da identidade nacional da nação grega.

Os historiadores citam essa batalha como um dos maiores exemplos de coragem e destemor na luta por uma causa diante de forças esmagadoramente superiores. O registro akáshico revela que os trezentos espartanos eram a reunião de trezentos chelas de Luxor que estavam encarnados com Serapis. Eles representavam um tipo extraordinário de hombridade. Alguns são hoje Mestres Ascensos; outros permanecem encarnados.

Naquela época, tratava-se de uma guerra física travada contra um inimigo esmagadoramente superior. Hoje, trata-se da batalha de Armagedom contra a perversidade espiritual nos altos escalões da Igreja e do Estado – a mente de Deus consumindo a antimente crística – o Ser Maior, o Cristo interior – consumindo o não ser – a mente carnal e materialista, o morador do umbral.


Fídias - Serapis Bey encarnou como o escultor Fídias durante o século V a.C., em Atenas.

Ele era considerado o maior de todos os escultores gregos. Foi o arquiteto do Partenon e supervisionou sua construção, realizada com extraordinária maestria. No interior do Partenon, colocou sua obra mais famosa: a estátua de Palas Atena, com cerca de doze metros de altura, feita de ouro e marfim, que representava a figura da Mãe, a Deusa da Verdade.

Ao entrar no Partenon, nós nos encontramos diante de uma obra arquitetônica concebida por alguém que sabia utilizar a forma, a simetria, a geometria e os ângulos para abrigar uma chama. O campo de força do Partenon contém, de fato, uma chama essencial, assim como o Templo de Luxor e a Grande Pirâmide.

Fídias também criou uma enorme estátua de Zeus, feita de ouro e marfim, que se encontrava no templo de Olímpia. Ele também foi pintor, gravador e mestre no trabalho com metais. Sua arte caracterizava-se pela beleza sublime e pela espiritualidade, e ele viveu como a expressão máxima da era de ouro dos grandes mestres da arte grega, que exerceram uma influência duradoura sobre toda a arte ocidental posterior.

Serapis realizou sua Ascensão por volta de 400 a.C.

Na era helenística, de 323 a 31 a.C., Serapis tornou-se um dos deuses mais importantes dos panteões egípcio e greco-romano. Era venerado como patrono dos reis ptolomaicos do Egito e como divindade fundadora da grande cidade de Alexandria. Existem numerosos registros históricos do contato próximo de Serapis com os homens em todo o Egito e na Ásia Menor, e mais de 1.080 estátuas, templos e monumentos dedicados a Serapis Bey foram erigidos durante aquela época.

Demétrio de Falero, fundador da Biblioteca de Alexandria sob Ptolomeu I, foi milagrosamente curado da cegueira por Serapis e escreveu hinos de agradecimento.

Cabeça de Mármore de Serapis

Serapis frequentemente falava por meio de oráculos, oferecendo conselhos e realizando curas pessoais e milagrosas para muitas pessoas. Há um famoso relato histórico envolvendo Serapis que marcou uma época importante em sua consolidação como a divindade de maior destaque do Egito e da Grécia. O rei Ptolomeu I, governante do Egito, recebeu em sonho a visita de Serapis, que lhe ordenou que levasse a estátua do deus para Alexandria.

Depois de hesitar e ter um segundo sonho com Serapis, o rei mandou trazer a estátua, com as bênçãos do Oráculo de Delfos, e instalá-la no Serapeu, o grande Templo de Alexandria.

Era nesse templo que se encontrava a famosa Biblioteca de Alexandria, com seus trezentos mil volumes.

Muitos epítetos são atribuídos a Serapis, entre eles “Pai”, “Salvador” e “o maior dos deuses”. Ele era considerado o patrono do contato próximo entre os deuses e os mortais. Nos anais da tradição esotérica, Serapis é considerado o hierofante dos ritos secretos de iniciação egípcios (aquele que explica as coisas sagradas).

Os mistérios menores eram dedicados a Ísis e destinados aos leigos; os mistérios maiores eram dedicados a Serapis e Osíris e transmitidos somente aos sacerdotes iniciados, que passavam por rigorosos ritos de provação e iniciação no templo de Serapis. Ao longo de um período de seiscentos a setecentos anos, Serapis tornou-se a divindade suprema do Egito e da Grécia.

Entretanto, no final do século IV d.C., o imperador Teodósio promulgou decretos contra o politeísmo, e os cristãos interpretaram isso como uma autorização para atacar os pagãos, incluindo os adeptos das religiões de mistérios.

O bispo cristão de Alexandria incitou multidões a destruir o grande símbolo do paganismo em Alexandria, o templo de mistérios do deus Serapis. Eles despedaçaram a enorme estátua de Serapis, que havia inspirado seus devotos durante seiscentos anos. A multidão destruiu pelo menos uma das grandes bibliotecas de Alexandria.

Trabalho com a Sociedade Teosófica - Serapis Bey desempenhou um papel fundamental no impulso inicial e na orientação dos esforços da Fraternidade durante o século XIX. Entre as primeiras cartas enviadas pelos adeptos e Mestres aos fundadores da Sociedade Teosófica estavam as de Serapis Bey e da Fraternidade de Luxor.

Serapis assumiu pessoalmente a orientação e o discipulado de Helena Blavatsky e do coronel Henry Steel Olcott, cofundador e presidente da Sociedade Teosófica.

Durante os seis meses que antecederam a fundação da sociedade, em 1875, Serapis enviou ao coronel Olcott muitas cartas de incentivo e instrução. As cartas eram, em sua maioria, escritas com tinta dourada sobre um espesso pergaminho verde, assinadas de próprio punho por Serapis e traziam a inscrição de um símbolo esotérico da Fraternidade de Luxor.

Uma característica marcante das cartas escritas a Henry Olcott era a exortação que Serapis lhe fazia continuamente: “Tente”. O Mestre Serapis enfatizava a necessidade de coragem e destemor, as mesmas qualidades vigorosas que ele manifestara como Leônidas.

A missão de Serapis na atualidade - O Mestre Ascenso Serapis Bey ocupa, atualmente, uma posição de grande importância entre os sete chohans dos sete raios. O quarto raio encontra-se no ponto central entre três raios de um lado e três do outro. A posição central do quarto raio é fundamental, pois nela ocorre a convergência da Luz branca e se encontra o ponto de conexão do fluxo de energia em forma de oito. Esse ponto da chama da Mãe está sempre personificado no guru, seja no Oriente ou no Ocidente, na pessoa da Mãe em Sanat Kumara, que se movimenta entre nós e em nosso meio por meio dessa Luz branca.

A Luz branca é o fogo sagrado da criação, e sua perversão transforma-se em magia negra. Isso pôde ser visto no Egito, o ponto focal da chama da Ascensão, onde a Fraternidade Negra Egípcia praticou magia negra durante séculos e séculos, desafiando a própria presença de Serapis Bey em seu templo.

O ponto de redenção da Terra remonta à Lemúria, a Terra-Mãe e a própria chama da Mãe. A Terra possui um tremendo karma relacionado à chama da Mãe e às perversões dessa chama que ocorreram na Lemúria, na região onde hoje se encontra São Francisco e ao largo da costa da Califórnia.

As perversões da Luz da Mãe abriram caminho para a profanação dos templos e para a queda dos sacerdotes e sacerdotisas, culminando, por fim, no uso indevido das energias sexuais e nas perversões da força da vida. O ato final foi o assassinato da mais elevada representante da Mãe na Lemúria. A verdadeira causa do afundamento da Lemúria foi a profanação da pessoa da Mãe e de sua chama.

Desde aquela hora, a Terra vem avançando lentamente em direção à era de Aquário, quando, mais uma vez, a Luz da Mãe poderá ser elevada em todos, tanto nos homens quanto nas mulheres, promovendo novamente o respeito à mulher, à Mãe e a reunião da Mãe – a Luz que se eleva a partir da base – com a Luz do Pai, que desce da Presença EU SOU. Os próximos dois mil anos estão destinados a testemunhar uma elevação da consciência como não ocorre desde as eras de ouro da Lemúria.

O caminho da Ascensão consiste na harmonização, em nossa consciência, das forças que são essenciais – Pai, Mãe, Filho e Espírito Santo, como os quatro pilares do templo dentro de nós. A grande lição de Gautama Buda foi a de que todo sofrimento é causado pelo desalinhamento com a Luz interior, decorrente de desejos incorretos.

Serapis Bey nos ensina como entrar em alinhamento com a vontade interior do Ser. Seus ensinamentos tornam-se a pedra angular no arco da Hierarquia. Sem a Luz branca, nós não podemos alcançar a integração do nosso próprio ser.

Serapis Bey torna-se, portanto, uma chave de grande importância em uma época em que há tantos problemas na sociedade. O aumento da criminalidade, dos assassinatos, dos estupros, do consumo de drogas e assim por diante é um sinal da chegada da Luz da Mãe, que se eleva dos altares da Lemúria.

Essa Luz ascendente torna-se tão intensa que, a menos que nós mergulhemos nela e nos tornemos parte dela, ela se transforma na rocha da qual Jesus falou – se nós não cairmos sobre essa rocha e permitirmos que nossas concepções equivocadas sejam despedaçadas, será ela que nos despedaçará – Mateus 21:44; Lucas 20:18.

É a Luz que restaura a verdadeira identidade, mas é também uma Luz tão poderosa que pode destruir a falsa identidade que se rebela contra ela. No alvorecer da era de Aquário, o mundo encontra-se em rebelião contra a Luz de Deus e, ainda assim, busca Deus. Os ensinamentos de Serapis Bey e os mistérios da Fraternidade de Luxor contêm as respostas capazes de solucionar essas questões.

Serapis Bey tem sob seu comando legiões de serafins. Ele possui grande mestria em geometria e concepção divinas. Ele auxilia seus discípulos nas autodisciplinas necessárias à Ascensão: a disciplina dos quatro corpos inferiores, para que o Cristo possa manifestar-se e utilizá-los como veículos de serviço e realização no mundo da forma; e a disciplina dos momentums acumulados no passado, constituídos por espirais negativas e criações humanas que poderiam impedir que a chama da Ascensão se forme no coração de todos os que evoluem no planeta, por meio da aceleração da chama trina.

O Caminho da Ascensão - Seu livro Dossiê sobre a Ascensão, ditado a Mark e Elizabeth Clare Prophet, é um manual sobre o caminho para a Ascensão. Ele contém ensinamentos provenientes das aulas que Serapis ministra no Templo da Ascensão e, por meio dele, vocês podem ancorar em sua mente consciente aquilo que aprendem no Templo da Ascensão, em Luxor, enquanto seu corpo dorme à noite. Ele apresenta os requisitos para a Ascensão e oferece explicações e instruções detalhadas sobre o processo da Ascensão.

Serapis descreve o que acontece durante o ritual da Ascensão: “É verdade que, embora a forma física de um indivíduo possa apresentar sinais de envelhecimento antes de sua Ascensão, tudo isso mudará, e sua aparência física será transformada no corpo glorificado. O indivíduo ascende, então, não em um corpo terreno, mas em um corpo espiritual glorificado, no qual a forma física é instantaneamente transformada por meio da imersão total na grande chama de Deus.

“Assim, cessa a consciência que o indivíduo tem de seu corpo físico, e ele alcança um estado de ausência de peso. Essa ressurreição ocorre quando a grande chama de Deus envolve o invólucro remanescente da criação humana e transmuta, segundo um padrão de grades cósmicas, todos os padrões celulares do indivíduo – a estrutura óssea, os vasos sanguíneos e todos os processos corporais –, que passam por uma grande metamorfose.

“O sangue nas veias transforma-se em Luz dourada líquida; o chakra da garganta resplandece com uma intensa Luz azul-branca; o olho espiritual, no centro da testa, transforma-se em uma chama de Deus alongada que se eleva; as vestes do indivíduo são completamente consumidas, e ele adquire a aparência de estar vestido com um manto branco – a veste sem costura do Cristo.

“Às vezes, os longos cabelos do Corpo Mental Superior – o Santo Cristo Pessoal – aparecem como ouro puro naquele que está ascendendo; outras vezes, os olhos, independentemente de sua cor, podem tornar-se de um belo azul-elétrico ou de um violeta-claro.

“A forma física torna-se cada vez mais leve e, com a leveza do hélio, o corpo começa a elevar-se na atmosfera, à medida que a atração gravitacional diminui e a forma é envolvida pela Luz da glória exteriorizada que o homem conheceu junto ao Pai “no princípio”, antes que o mundo existisse.

“Essas mudanças são permanentes, e aquele que ascendeu pode levar consigo seu corpo de Luz para onde desejar ou viajar sem o corpo espiritual glorificado.

“Os seres ascensos podem aparecer na Terra como mortais comuns, e ocasionalmente o fazem, trajando vestes físicas semelhantes às das pessoas da Terra e caminhando entre elas para cumprir propósitos cósmicos. Saint Germain fez isso após sua Ascensão, quando ficou conhecido como o Homem Maravilhoso da Europa. Tal atividade depende de uma dispensação concedida pelo Conselho Karmico”. – Serapis Bey

Em geral, os Mestres Ascensos não retornam ao plano físico, a menos que haja algum serviço específico que exija essa mudança na frequência vibratória.

Serapis nos diz: “Vocês ascendem diariamente.” Nossos pensamentos, nossos sentimentos e nossas ações diárias são todos pesados na balança. Nós não ascendemos de uma só vez, mas gradualmente, à medida que passamos por nossos testes e conquistamos nossas vitórias individuais.

Todo o registro de nossas vidas passadas e dos momentums, tanto do bem quanto do mal, deve ser levado em consideração; e então, quando tivermos colocado em equilíbrio com a pureza e a harmonia do Grande Eu Divino pelo menos 51% de toda a energia que já nos foi concedida, poderá nos ser oferecida a dádiva da Ascensão.

Os 49% restantes deverão ser transmutados, ou purificados, a partir das oitavas ascensas, por meio do serviço à Terra e às suas evoluções. Além de equilibrar 51% do próprio karma, os requisitos para a Ascensão são equilibrar a chama trina, alinhar os quatro corpos inferiores, alcançar certo grau de mestria em todos os sete raios, conquistar certo domínio sobre as condições externas, cumprir o próprio plano divino, transmutar o cinturão eletrônico e elevar a Kundalini.

Serapis Bey, o chohan da chama da Ascensão e hierarca do Templo da Ascensão em Luxor, no Egito, dirige-se a cada um de nós: “O futuro é aquilo que vocês fazem dele, assim como o presente é aquilo que vocês fizeram dele. Se vocês não gostam daquilo que criaram, Deus providenciou um meio para que vocês o transformem, e esse meio é a aceitação das correntes da chama da Ascensão”.

Giuseppe Verdi captou a música da chama da Ascensão na “Marcha Triunfal”, de Aída. A nota-chave do Templo da Ascensão é “Liebestraum”, de Franz Liszt, e a irradiação da Presença Eletrônica de Serapis Bey e de sua chama gêmea flui através da ária “Celeste Aída”.


Templo da Ascensão e Retiro em Luxor

O retiro etéreo de Serapis Bey está sobreposto ao templo físico em Luxor. O Templo da Ascensão está localizado em Luxor, às margens do rio Nilo, no Egito. O Templo faz parte do retiro em Luxor, presidido por Serapis Bey. O Arcanjo Gabriel e Esperança também servem nesse retiro.

O retiro etéreo da Fraternidade de Luxor está sobreposto ao retiro físico, que é constituído por uma grande construção quadrada de pedra branca, cercada por um muro e um pátio, além de uma estrutura subterrânea que inclui o Templo da Ascensão e a Sala da Chama.

A poucos quilômetros desse foco encontra-se uma pirâmide, também sobreposta por uma atividade etérea. Ali, na câmara superior da pirâmide, encontra-se a Câmara do Rei, onde ocorrem as iniciações da transfiguração e da ressurreição.

Outras câmaras no interior da pirâmide são utilizadas para as iniciações ministradas pelo Conselho de Adeptos aos devotos que chegam a Luxor preparados para as mais rigorosas disciplinas e para a entrega total de sua consciência humana.

O foco da chama da Ascensão foi levado por Serapis Bey para esse local pouco antes do afundamento da Atlântida. Em encarnações posteriores, ele e os irmãos que haviam servido no Templo da Ascensão na Atlântida construíram o retiro, que originalmente se encontrava acima do solo.

Ali, em uma construção subterrânea, encontra-se a sala circular do tribunal onde o Juízo Final é conduzido pelo Conselho de Adeptos. Nas proximidades fica a Sala da Chama, uma construção quadrada com portas em dois de seus lados. Só se entra nesse recinto como candidato à Ascensão, depois de terem sido superadas todas as iniciações.

Formando outro quadrado dentro da sala, há doze pilares brancos, decorados com relevos dourados na base e no topo, que circundam a plataforma central onde arde a chama da Ascensão. Eles representam as doze hierarquias do Sol e os doze atributos divinos. Cada pessoa que ascende a partir desse Templo alcança a Ascensão porque conquistou a mestria divina por meio das disciplinas e da orientação de uma dessas doze hierarquias – aquela sob a qual nasceu na encarnação em que estava destinada a ascender.

O hierarca do retiro instrui o candidato à Ascensão a passar entre os pilares e permanecer no centro da chama da Ascensão. Nesse momento, a nota cósmica do indivíduo ressoa, e a chama de Alfa é liberada a partir do círculo no teto, enquanto a chama de Ômega se eleva a partir da base.

No instante em que a nota do indivíduo ressoa, simultaneamente à ação da chama, os serafins no pátio externo anunciam, ao som de suas trombetas, a vitória da alma que está ascendendo, com a mais magnífica interpretação da “Marcha Triunfal” de Aída, que alguém jamais ouvirá.

A disciplina, que é a nota-chave desse retiro, pode ser sentida na precisão com que eles executam a composição, em seus tons dourados.

No complexo subterrâneo, há outras salas da chama destinadas à meditação dos devotos que ali servem. Há também um foco da chama da ressurreição e câmaras destinadas à preparação para diversas iniciações, entre elas as da transfiguração e da ressurreição.

Serapis Bey nos diz: “Eu anuncio a todos os candidatos à Ascensão e a todos aqueles que desejam tornar-se candidatos à chama da Ascensão ao término desta encarnação ou da próxima que nós organizamos, em nosso retiro, aulas das quais podem participar aqueles que aspiram à matriz da Pureza.

“Àqueles que disseram em seu coração: “Eu desejo, acima de tudo, ser perfeito aos olhos de Deus, ter em mim aquela mente perfeita que também estava em Cristo Jesus”, àqueles que anseiam por fundir-se com a chama da identidade de Deus e descobrir que foram feitos à imagem e semelhança d’Ele, àqueles em quem esse desejo arde dia e noite – a vocês Eu digo: Venham e sejam instruídos nos preceitos da Lei que talvez lhes tenham escapado nesta vida ou aos quais talvez não tenham dado a devida atenção em encarnações anteriores.

“Pois nós estamos aqui para preencher os elos que faltam na cadeia do Ser, para que, quando chegar a hora de sua transição e vocês se encontrarem como a rosa do outro lado do muro, tenham o momentum e a orientação interior da alma que os conduzirão a este ou a um dos outros retiros da Fraternidade, seja para a preparação final para a Ascensão, seja para a preparação para a reencarnação”. - Serapis Bey

A chama da Ascensão é de um branco ígneo e intenso, com um resplendor cristalino. O lírio-da-páscoa é o símbolo da chama e seu foco no reino da natureza, e o diamante branco é seu foco no reino mineral.

Grande Pirâmide –

A Grande Pirâmide, ao revelar o curso dos acontecimentos passados, presentes e futuros, constitui a grande profecia de que, um dia, o tempo e o espaço deixarão de existir e somente a chama da ressurreição revelará a Luz permanente da identidade individual.

Ela é um extraordinário ponto de contato com a chama do coração de Serapis Bey. Os cientistas afirmaram que nenhum homem poderia ter construído a pirâmide, mas somente Deus.

Houve aqueles que caminharam sobre a Terra que não apenas possuíam a mestria de um adepto, mas eram a encarnação viva da Palavra com tamanha perfeição que conheciam a ciência da levitação e sabiam como transferir literalmente as Leis da perfeição para a pedra – pedra sobre pedra –, com uma precisão de um milésimo de polegada; pedras tão pesadas que, pelos padrões atuais, não poderiam ser movidas; pedras trabalhadas com tamanha perfeição que nenhum artesão de hoje conseguiria reproduzi-las.

Evidentemente, aqueles que foram responsáveis pela construção dessa pirâmide possuíam uma sintonia superior com a chama de Deus e conheciam a ciência de sua utilização na matéria.

Significado Espiritual - A iniciação da crucificação é, algumas vezes, ministrada em uma das câmaras da Grande Pirâmide, utilizada no nível etéreo para esse teste de renúncia ao corpo, a fim de verificar se o homem está apegado a ele ou se sabe que sua verdadeira realidade está em Deus. Essa iniciação já não é realizada na pirâmide física de Gizé, que permanece apenas como o invólucro de seu antigo foco e de sua antiga função, devido ao uso indevido de sua energia por magos negros, falsos gurus e falsos chelas.

Simbolismo - Oromasis e Diana explicam que “a base de quatro lados da Grande Pirâmide do Ser é o símbolo dos quatro planos de consciência proporcionados aos filhos e filhas de Deus para que aperfeiçoem sua consciência Crística. A base da pirâmide da Matéria é tanto a plataforma da espiral ascendente da autoconsciência quanto o ponto de partida a partir do qual, por meio do Olho Onividente de Deus, manifestado como a Presença EU SOU, a alma transcende a si mesma no ‘salto’ para os reinos do fogo infinito”.

A Pedra Angular da Pirâmide - A comunidade da Grande Fraternidade Branca é simbolizada na Grande Pirâmide. Em 23 de março de 1980, Cyclopea explicou que “a pedra angular é, de fato, constituída pelos iniciados do fogo sagrado”. Ela está ausente porque “jamais se manifestou nesta oitava um corpo de almas não ascensas capaz de assumir esse compromisso de unidade eterna, de fusão!”

O Elohim Cyclopea anunciou: “Nós estamos reunindo os componentes da pedra angular. Isso não foi realizado em doze mil anos, exceto nas oitavas dos Mestres Ascensos”. Ao término do serviço de 26 de novembro de 1989, Cyclopea anunciou que estava colocando a pedra angular sobre a pirâmide dos Estados Unidos da América, no nível da oitava etérea.

- Estes ensinamentos e trechos de ditados de Serapis Bey foram dados pela Mensageira Elizabeth Clare Prophet e disponibilizados no web site da The Summit Lighthouse nos Estados Unidos.

- Tradução e voz de Paulo Rodrigues Simões - mais uma aula do Grupo de Estudos EuSouLuz, trazendo para vocês os Ensinamentos dos Mestres Ascensos da Grande Fraternidade Branca.


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